Colágeno virou febre — em pó, em cápsula, em bebida, prometendo pele firme e o fim das dores nas articulações. Como toda febre, tem uma parte que se sustenta e uma parte que é puro marketing. Vale separar.
O que é o colágeno
É a proteína mais abundante do corpo, estrutural — sustenta pele, tendões, ossos, cartilagem. A produção natural cai com a idade, e a partir da menopausa essa queda acelera nas mulheres, o que se reflete na pele e nas articulações.
O que a evidência mostra
Pele: há estudos sugerindo que a suplementação de peptídeos de colágeno (colágeno hidrolisado) pode melhorar elasticidade e hidratação da pele. A evidência é razoável, embora os efeitos sejam modestos e dependam de uso contínuo.
Articulações: há sinais de benefício em dor articular e em cartilagem em algumas situações, mas a evidência é mais variável.
O detalhe que o marketing esconde
Quando você ingere colágeno, ele é quebrado em aminoácidos na digestão — não vai "direto para a pele". O possível benefício vem de fornecer os blocos e, acredita-se, sinalizar ao corpo para produzir mais. Por isso, dose, tipo (hidrolisado) e constância importam mais que a embalagem bonita.
O que importa tanto quanto o suplemento
Proteína suficiente na alimentação (o colágeno é uma proteína, mas incompleta), vitamina C (necessária para a síntese), proteção solar (o sol destrói colágeno), não fumar, e sono. Suplementar colágeno numa dieta pobre em proteína e cheia de sol sem proteção é gastar dinheiro pela metade.
Se você quer saber o que de fato vale no seu caso — inclusive na fase da menopausa —, avalio na consulta. Atendo em João Pessoa.
Perguntas frequentes
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Antes de usar medicamentos ou suplementos, busque um profissional de saúde. Dra. Milena Jácome — CRM-PB 10744.
