Tem mulher que aguenta o calorão, aguenta o humor, mas o que a quebra é não dormir. A insônia da menopausa é das queixas que mais roubam qualidade de vida — e uma das mais tratáveis, quando se entende o que está por trás.
Por que o sono piora na menopausa
Dois hormônios explicam boa parte. A progesterona, que tem efeito calmante e favorece o sono, cai — e com ela some parte da facilidade de adormecer e de manter o sono. O estrogênio em queda desregula a temperatura corporal, gerando os calorões noturnos que interrompem o sono no meio da madrugada.
O ciclo que se retroalimenta
Noite mal dormida eleva o cortisol no dia seguinte, aumenta a irritabilidade e a fome, e piora ainda mais o sono na noite seguinte. Em poucas semanas, a mulher está exausta, ansiosa e engordando — e tudo começou no sono.
O que costuma não resolver sozinho
Indutor de sono por conta própria trata o sintoma sem tocar na causa hormonal. Ajuda pontualmente, mas não resolve o que está desregulado — e alguns geram dependência. Não é o caminho de primeira linha.
O que a avaliação considera
Se os calorões noturnos são o gatilho, tratar a causa hormonal (quando a reposição está indicada) melhora o sono junto. Avalia-se também higiene do sono, cafeína, álcool, e outros fatores que se somam — tireoide, deficiência de magnésio e vitamina D, cortisol desregulado.
Dormir mal na menopausa não é algo pra aceitar. Posso avaliar o que está por trás do seu caso, em João Pessoa.
Perguntas frequentes
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Antes de usar medicamentos ou suplementos, busque um profissional de saúde. Dra. Milena Jácome — CRM-PB 10744.
