Muita mulher percebe que as pernas pioraram justamente na época da menopausa, e acha que é só o "corpo mudando com a idade". Às vezes é lipedema respondendo à queda hormonal. Não é coincidência: o lipedema tem uma relação estreita com os hormônios femininos, e as grandes transições hormonais da vida da mulher são momentos clássicos de surgimento ou piora da doença.
Por que o hormônio mexe com o lipedema
O lipedema atinge quase exclusivamente mulheres, e costuma aparecer ou se agravar em três momentos: puberdade, gravidez e menopausa. O ponto em comum entre eles é a mudança hormonal intensa. Na menopausa, a queda do estrogênio altera a forma como o corpo distribui e armazena gordura, mexe com a inflamação e com a retenção, e tudo isso pode empurrar o lipedema para um estágio mais sintomático.
A soma que complica
A menopausa por si só já traz ganho de peso, mais gordura abdominal, alterações de humor e disposição. Quando existe lipedema no pano de fundo, esses fatores se somam: o ganho de peso agrava o lipedema, a inflamação aumenta, a dor nas pernas piora. É por isso que tratar só um lado, sem olhar o outro, costuma render pouco.
Cuidar dos dois juntos
A boa notícia é que o cuidado se sobrepõe. Alimentação anti-inflamatória, exercício de baixo impacto, controle de peso e uma avaliação hormonal cuidadosa ajudam tanto a menopausa quanto o lipedema. Em alguns casos, a reposição hormonal, quando indicada e conduzida com critério, entra na conversa, e é justamente o tipo de decisão que precisa de avaliação individual, nunca de fórmula pronta.
Se você está na menopausa e sente que as pernas pioraram, com dor, inchaço e volume desproporcional, vale investigar se há lipedema associado. Tratar os dois em conjunto, com acompanhamento, é o que dá o melhor resultado nessa fase.
Leia também sobre lipedema
Perguntas frequentes
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Antes de usar medicamentos ou suplementos, busque um profissional de saúde. Dra. Milena Jácome — CRM-PB 10744.
