É o medo que faz muito homem desistir de tratar a testosterona baixa: "isso não vai dar câncer de próstata?" A preocupação tem origem histórica, mas a ciência dos últimos anos mudou bastante o entendimento. Vamos separar o mito do que se sabe.
De onde vem o medo
Décadas atrás, observou-se que reduzir drasticamente a testosterona fazia regredir alguns cânceres de próstata avançados. Disso saltou-se para a conclusão — hoje considerada simplista — de que "mais testosterona = mais câncer". A relação, porém, não é essa linha reta.
O que a ciência mostra hoje
Estudos mais recentes não confirmam que a reposição de testosterona, em homens com deficiência e bem monitorados, aumente o risco de desenvolver câncer de próstata. O entendimento atual é mais matizado: a próstata precisa de testosterona para funcionar, mas há um limiar acima do qual mais hormônio não gera mais estímulo.
Por que o monitoramento continua essencial
Isso não significa repor sem cuidado. Antes de iniciar, avalia-se a próstata (PSA e exame). Durante o tratamento, acompanha-se o PSA periodicamente. A reposição não cria um câncer do nada, mas se já houvesse algo em curso, o acompanhamento é o que permite identificar cedo. Segurança vem do monitoramento, não da abstenção.
A conclusão prática
Homem com testosterona baixa sintomática, sem contraindicação e com próstata avaliada, pode repor com segurança sob acompanhamento. O medo antigo não deveria impedir o tratamento de quem precisa.
Se você evitou tratar por causa disso, vale conversar com base no que se sabe hoje. Atendo saúde do homem em João Pessoa.
Perguntas frequentes
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Antes de usar medicamentos ou suplementos, busque um profissional de saúde. Dra. Milena Jácome — CRM-PB 10744.
